É tempo de trocar de língua, hábitos e moeda, deixar o Yuan chinês e adquirir alguns milhares de Dongues Vietnamitas. Após dois dias “extras” em Pequim eu finalmente deixei a China. Tive que mudar o vôo do dia 26 pro dia 28, pois o visto do Vietnã não havia ficado pronto a tempo. Contratempos à parte os dois últimos dias em Pequim foram os melhores. No meio de tanta gente indo e vindo, chegando e partindo do hostel a toda hora, conheci uns coreanos, noruegueses, polonesas e uma francesa alto astral. Curtimos uma noitada massa e “parlamos très bien” a noite inteira.
Agora Vietnã, pra passar pouco tempo, mas nada como a sensação de conhecer outro país, outro tipo de socialismo, diferente da China que já está aberta para o capitalismo há 30 anos, o Vietnã vem se abrindo para o turismo lentamente. É uma mistura de socialismo chinês com o hinduísmo e muitos hábitos similares aos Indianos.
A começar pelo trânsito. Milhares e milhares de motos buzinando sem parar, muita gente pra todo lado, motos e mais motos, gente e mais gente, me faz pensar se não seria o Vietnã o país mais populoso do mundo...
As mulheres carregando suas cestas e vendendo comida pelas ruas.
Detalhe para a ligação elétrica e para o motoqueiro carregando uma árvore.
Logo na primeira noite andando perdido pela cidade velha da capital Hanói, uma espanhola me chama pra trocar ideia e beber com ela. Menina massa, alto astral, também está viajando sozinha e logo fechamos uma parceria pra ir juntos pro Laos. Ela veio trabalhar voluntariamente no Vietnã e agora está procurando viajar e relaxar antes de voltar pra casa.
No dia seguinte fiz um passeio em um lugar surreal! Halong Bay. Um arquipélago misterioso de mais de 3000 ilhas com uma beleza surpreendente. O tempo não tem sido bom amigo e o frio ainda anda junto por aqui, o inverno nebuloso Vietnamita não nos deu a melhor visibilidade do lugar, mas ainda sim isso foi sensacional!
Visitei alguns lugares da cidade pra entender sobre a guerra, tentei conversar com alguns Vietnamitas sobre o assunto, mas eles não gostam muito de falar e também não gostam de turistas. Eu imagino que isso é pela quantidade de australianos e europeus que andam por aqui o ano todo, a maioria vindo de férias da Tailândia e do Laos, trazendo o mesmo “espírito” festeiro daqueles lugares, mas aqui os nativos não são nada amáveis como Laos e Tai. Eles são fechados e mal humorados, mas não podemos julgá-los por não ter idéia do quanto foi sofrido o tempo de guerra que eles carregam nos olhos até hoje.
Agora é partir pro Laos com “mi hermosa parcera”, um dia de viagem de ônibus por estradas precárias para um lugar unânime na opinião de todos que estou conhecendo durante a viagem. Um lugar onde vão rolar festas loucas e em contrapartida momentos de paz e reflexão com monges Laoianos.
Aquì vamos!
