domingo, 30 de janeiro de 2011

Na terra dos Vietcongues


É tempo de trocar de língua, hábitos e moeda, deixar o Yuan chinês e adquirir alguns milhares de Dongues Vietnamitas. Após dois dias “extras” em Pequim eu finalmente deixei a China. Tive que mudar o vôo do dia 26 pro dia 28, pois o visto do Vietnã não havia ficado pronto a tempo. Contratempos à parte os dois últimos dias em Pequim foram os melhores. No meio de tanta gente indo e vindo, chegando e partindo do hostel a toda hora, conheci uns coreanos, noruegueses, polonesas e uma francesa alto astral. Curtimos uma noitada massa e “parlamos très bien” a noite inteira.
Agora Vietnã, pra passar pouco tempo, mas nada como a sensação de conhecer outro país, outro tipo de socialismo, diferente da China que já está aberta para o capitalismo há 30 anos, o Vietnã vem se abrindo para o turismo lentamente. É uma mistura de socialismo chinês com o hinduísmo e muitos hábitos similares aos Indianos.
A começar pelo trânsito. Milhares e milhares de motos buzinando sem parar, muita gente pra todo lado, motos e mais motos, gente e mais gente, me faz pensar se não seria o Vietnã o país mais populoso do mundo...
 As mulheres carregando suas cestas e vendendo comida pelas ruas.

Detalhe para a ligação elétrica e para o motoqueiro carregando uma árvore.
Logo na primeira noite andando perdido pela cidade velha da capital Hanói, uma espanhola me chama pra trocar ideia e beber com ela. Menina massa, alto astral, também está viajando sozinha e logo fechamos uma parceria pra ir juntos pro Laos. Ela veio trabalhar voluntariamente no Vietnã e agora está procurando viajar e relaxar antes de voltar pra casa.
No dia seguinte fiz um passeio em um lugar surreal! Halong Bay. Um arquipélago misterioso de mais de 3000 ilhas com uma beleza surpreendente. O tempo não tem sido bom amigo e o frio ainda anda junto por aqui, o inverno nebuloso Vietnamita não nos deu a melhor visibilidade do lugar, mas ainda sim isso foi sensacional!



Visitei alguns lugares da cidade pra entender sobre a guerra, tentei conversar com alguns Vietnamitas sobre o assunto, mas eles não gostam muito de falar e também não gostam de turistas. Eu imagino que isso é pela quantidade de australianos e europeus que andam por aqui o ano todo, a maioria vindo de férias da Tailândia e do Laos, trazendo o mesmo “espírito” festeiro daqueles lugares, mas aqui os nativos não são nada amáveis como Laos e Tai. Eles são fechados e mal humorados, mas não podemos julgá-los por não ter idéia do quanto foi sofrido o tempo de guerra que eles carregam nos olhos até hoje.

Agora é partir pro Laos com “mi hermosa parcera”, um dia de viagem de ônibus por estradas precárias para um lugar unânime na opinião de todos que estou conhecendo durante a viagem. Um lugar onde vão rolar festas loucas e em contrapartida momentos de paz e reflexão com monges Laoianos.
Aquì vamos!

3 comentários:

  1. Jang Woo Jung (friendship8408@hanmail.net)31 de janeiro de 2011 às 10:12

    Hi brother, I am jung. I am in korea. haha. I sent you e-mail(madelfaria@hotmail.com.. is it right?). tomorrow I will go to my hometown for meet my mom. Careful and I will connect you next week. See you! :)

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  2. Neguinho, seu blog tá melhor do que assistir o BBB!! Acho que ao final disto tudo, esse momento da sua vida merece ser transformado em um livro.
    Beijos da amiga, Juju Tovar

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  3. Oi Pops! Tudo bom?
    Cara! estou muito feliz por você. Aproveite bastante essa sua experiencia. Estou muito orgulhosa! Você sabe que mora no meu coração, né? Saiba que estamos torcendo por você! Cuide-se!

    Beijos

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